O Voleibol Brasileiro no Mundo

Competições, Notícias e Regras Oficiais.

O Entusiasmo do treinador não baixa pelo fraco desempenho da equipe brasileira juvenil

Percy Oncken é um treinador muito experiente na área de juniores, talvez o mais bem sucedido do mundo.

Ele recolheu sete títulos no total com o Brasil em campeonatos do mundo juvenil e júnior.Seu último sucesso veio em 9 de agosto com os juniores no Campeonato Mundial na Índia, onde eles derrotaram Cuba por 3-2, na final.

Desde o início de 1990, Oncken tem alternado como a cabeça dos meninos e jovens das equipas nacionais do Brasil.Muitas estrelas, incluindo Gilberto Godoy Filho, mais conhecido como Giba, que aperfeiçoou suas habilidades sob a tutela do Oncken.

Mas nos últimos dias até mesmo veterano como Oncken aprendeu uma nova lição ou duas. Campeonato do Mundo na Itália, o Brasil caiu para o terceiro lugar em sua zona na primeira fase após derrotas para a Rússia (0-3) e Índia (2-3), deixando-os sem lutar por um pódio familiar, mas para um 9 º lugar para 16.Independentemente da forma como a equipe sai daqui em diante, o seu desempenho no torneio de 2009 ficará na história como o pior da Seleção do Brasil. Em 10 viagens anteriores ao Campeonato Mundial Juvenil, o Brasil conquistou o título seis vezes e terminou como vice-campeão uma vez, colocou uma quinta e sétima duas vezes. E quase toda vez que Percy Oncken estava envolvido.

“Isso é novo para mim”, admitiu o treinador de 49 ano de idade, que acrescentou, com o devido respeito, que outras nações estão habituados a jogar para o prêmio de consolação a esses torneios. “Mas para o Brasil é algo desconhecido.”

Para ser justa, a zona do Brasil no Jesolo era considerado o Grupo da Morte na fase preliminar, com o técnico russo Sergei Shlyapnikov dizendo que ele teria preferido ter sido arrastado para um grupo mais fácil antes do torneio.

Mas então a Rússia derrotou o Brasil em dois sets para cima, ganhou a zona e agora está marchando para as semifinais, enquanto os sul-americanos estão a tentar tirar o máximo proveito de sua situação desconhecida.

“É difícil para os nossos meninos para motivá-los para estes jogos e concentrar-se bem”, disse Oncken.”Mas isso deve vir de considerar os jogos programados em uma nova luz. Eu disse a eles que temos agora cinco jogos para jogar, a partir do qual podemos aprender para o futuro.”

Oncken disse que ainda acredita em seus jogadores mais jovens, embora ele tenha o cuidado de fazer um prognóstico sobre se algum deles se tornará nos heróis olímpicos de amanhã, como Giba é agora.

O Técnico da Seleção Sênior Masculino do Brasil Bernardo Rezende incorporou muitos jovens jogadores em seu elenco atual como ele olha adiante para Olimpíadas de Londres 2012.

“Há tantos jogadores talentosos, entre 20 a 23 anos que são, talvez, até mesmo bons o suficiente para dois ciclos olímpicos”, disse Oncken.

Uma coisa ele está certo: O fim do Campeonato Mundial vai trazer mudanças para Oncken.

“Este ano eu tinha quatro sessões de treinamento a cada dia – com os dois meninos, duas com os juniores. É demais”, disse ele.

Ao retornar ao Brasil, Oncken está agendado para se reunir com a cúpula da Confederação Brasileira de Voleibol.Oncken disse que quer se concentrar no próximo ano, em apenas uma equipe, seja com os meninos ou os juniores, ele não tem preferência.

Oncken, no entanto, está longe do fim de sua carreira como treinador, função que continua a dar-lhe uma grande alegria.

“Meu foco continua a ser a criação de Gibas mais para o futuro …”

19 de outubro de 2009 Posted by | Grandes Jogadores, Notícias, Temporada 2009 | Deixe um comentário

BERNARD

A história da explosão de popularidade que ocorreu no vôlei brasileiro no fim dos anos 70 e início dos 80 não pode ser contada sem que seja citado o nome, entre outros, de Bernard Rajzman. Capitão e um dos líderes da ‘geração de prata’ na Olimpíada de Los Angeles 1984, ele ficou conhecido do grande público também por ser o inventor do saque “jornada nas estrelas”.

Nascido no Rio de Janeiro em 25 de abril de 1957, Bernard iniciou sua carreira no Fluminense, aos 11 anos e, assim como muitos de sua geração, teve a sorte de ter Bené, conhecido revelador de talentos, como primeiro técnico.

Vinte anos após encerrar a carreira, ajudando, assim como fez na quadra, a popularizar o vôlei de praia, o camisa 12 da equipe que conquistou a prata olímpica está longe de abandonar o esporte. Ainda apaixonado pela modalidade que o consagrou, Bernard joga por lazer todos os fins de semana, seja na praia da Barra da Tijuca ou na quadra no quintal da sua casa, no mesmo bairro da Zona Oeste carioca (confira o vídeo de uma animada pelada de vôlei, com direito a jornada nas estrelas).

- Joguei por 17 anos na Seleção Brasileira e encerrei a carreira com a sensação de que cumpri meu dever. Pertenci à geração precursora do que o vôlei se tornou nas duas últimas décadas. Meus contemporâneos, assim como eu, superamos preconceitos e iniciamos uma caminhada árdua, mas extremamente recompensadora. O vôlei nos dias de hoje extrapola o campo esportivo e faz parte da auto-estima do povo brasileiro. Somos exemplo de sucesso.

Bernard, atleta eleito para a Seleção do Mundo de todos os tempos... creio que não há necessidade de dizer mais nada sobre o extraordinário craque

Bernard, atleta eleito para a Seleção do Mundo de todos os tempos... creio que não há necessidade de dizer mais nada sobre o extraordinário craque

Bernard Rajzman saiu do voleibol e, como que dando prosseguimento a uma missão ainda inacabada, entrou para a política.

Em 1991, devido a sua demonstração de ilibada conduta como atleta exemplar que fora, o então presidente da República, Fernando Collor de Melo, convidou-o para substituir Arthur Antunes Coimbra, o Zico, na Secretaria Nacional de Desportes do Governo Federal — cargo que atualmente corresponde ao de Ministro do Esporte e Turismo.

No comando deste órgão, Bernard pôs em prática a política dos vitoriosos. Contando com a assessoria de profissionais de destaque nas várias modalidades esportivas e também na área técnico-administrativa, projetou e conseguiu resultados excelentes no que tange à desenvoltura e destaque internacional em participações desportivas de nossos atletas, tanto na área olímpica quanto na paraolímpica. Foi em 1992 que o Brasil obteve o maior número de medalhas paraolímpicas de toda sua história : 27.

Em sua trajetória político-desportiva contou com a ajuda imprescindível de aliados de grande notoriedade esportiva, como o Professor Doutor MANOEL JOSE GOMES TUBINO, ex-presidente do Conselho Nacional dos Desportos (CND), que sem sombra de dúvidas, com o seu potencial de conhecimentos específicos nesta área, foi quem mais lhe proporcionou alavancar idéias e traçar perfis ideais ao desenvolvimento do desporto nacional.

BERNARD foi um dos responsáveis por traçar a política do desenvolvimento esportivo adotado atualmente e que, genericamente falando, é o melhor da América do Sul.

Sua participação como Secretário Nacional dos Desportos foi imprescindível para a aprovação das Leis n.os: 8672/93 (LEI ZICO); e 9615/98 (LEI PELÉ), que regem o esporte nacional.

Em 1991, participou da criação da Comissão Nacional de Atletas do Ministério do Esporte e Turismo (MET), criada para atender às reivindicações dos atletas junto ao Ex.mo Sr. Presidente da República, sendo designado como Membro. Mais tarde, por méritos pessoais e votação dos demais atletas, foi indicado para a presidência, cargo que ocupa até hoje. A Comissão Nacional de Atletas, criada em dezembro de 2000, pela Portaria n.o 127, é formada por 25 personalidades esportivas. Em 2002, foi indicado também para a vice-presidência do Tribunal de Justiça Desportiva da Associação

- Sou um homem comprometido com o Olimpismo. O vôlei abriu portas de conhecimento que eu dificilmente teria caso não fosse um atleta de sucesso. Jamais imaginei que chegaria aonde cheguei e tudo que tento fazer é retribuir para de alguma forma ajudar o esporte.

10 de agosto de 2009 Posted by | Grandes Jogadores | Deixe um comentário

Ball e o ano especial dos Estados Unidos

 

Loyd Ball

Lloy Ball

O levantador americano Lloy Ball, campeão olímpico e da Liga Mundial e da Copa América este ano, concedeu uma entrevista e entre os assuntos abordados, ele, que jogará mais uma temporada na Rússia, falou do momento da carreira, das conquistas, e do esporte em geral.

 

VÔLEI DOS ESTADOS UNIDOS

Infelizmente, o vôlei nos Estados Unidos não tem o mesmo tratamento que tem no Brasil, mas esperamos que com esta vitória, que nossa federação de vôlei veja e reconheça a importância de um campeonato no país, e ter seus bons jogadores treinando e jogando em casa, assim como os brasileiros, os italianos e os russos. Por causa disto, precisamos viajar o mundo para jogar ligas profissionais. Esperamos que uma liga se desenvolva para que jovens jogadores atuem e apareçam para o futuro.

MELHOR TIME DO MUNDO?
É difícil dizer isto. O vôlei está mudado. Você joga todo o ano, sem pausas. Eu disse antes dos Jogos Olímpicos para a minha equipe que o melhor time nem sempre vence, porque você precisa ter outras coisas para que tudo dê certo. Mas eu realmente acreditei que naquelas duas semanas em Pequim era que nós tínhamos o melhor time da Olimpíada.

VITÓRIAS SOBRE O BRASIL
Para ser honesto, a grande diferença foi a mentalidade de nosso time. Todos dizem que o Brasil teve o melhor time nos último cinco ou seis anos. E eu sou a primeira pessoa a concordar com isto. Acho que os fãs, a mídia, e até mesmo os times e jogadores ficaram impressionados com a velocidade dos brasileiros, com a maneira com que Dante ataca, com a velocidade do Giba e do André Nascimento no ataque. As outras equipes assistiram aos jogos do Brasil como fãs, e se assustaram com isto. O time americano compreendeu que mesmo que o time brasileiro tenha um jogo mais belo do que qualquer outra equipe, um ponto continua a ser um ponto. Um ponto bonito é o mesmo que um ponto feio, um ponto terrível. É a mesma coisa. Nós não ficamos tão oprimidos e fascinados com o belo jogo que o Brasil realizava às vezes, e compreendemos que era apenas um jogo, um ponto. Com isto, nosso time não se empolga ou fica nervoso quando os enfrenta agora.

MOMENTO ESPECIAL DA CARREIRA
Alguns anos atrás, eu decidi que ser o melhor levantador ou jogador de uma competição não importa para mim. O que importa para mim é que o time vença. Se o time vencer a medalha de ouro, e eu não conquistar prêmios individuais, está perfeito. O mais importante são as vitórias, e não estas coisas extras.

RELAÇÃO COM BRASILEIROS
Joguei com Dante dois anos no Modena, então eu conheço ele, a esposa e os filhos dele muito bem. O Marcelinho, eu conheci na Grécia, o considero uma grande pessoa. E com o Giba tenho uma grande amizade, dentro e fora da quadra. Falamos-nos muito. Eu os respeito como jogadores, mas o que é mais importante, os respeito como pessoas.

APOSENTADORIA
Teremos um ano longo aqui na Rússia. Depois da temporada sentarei com minha mulher e com meus filhos e decidiremos o que vamos fazer, se eu continuarei a jogar ou se eu vou parar. Acredito que nos próximos dois ou três anos eu vou parar de vez.

28 de novembro de 2008 Posted by | Grandes Jogadores, História | Deixe um comentário

Mari fez a escolha Certa?

Marianne Steinbrecher

Marianne Steinbrecher

Uma das principais jogadoras brasileiras da atualidade, Mari já atuou em diversas posições na quadra, mas sua especialização como ponta passadora veio a contribuir para o seu crescimento e amadurecimento

 

Aos 14 anos de idade, Marianne Steinbrecher iniciou sua carreira no voleibol, em um time da cidade de Rolândia, Paraná, onde ela cresceu. Não demorou muito tempo para ela despertar atenção de seu técnico, o Betinho, que logo a indicou para um time em Londrina, o Grêmio Londrinense. Lá, Mari atuou como meio-de-rede e, apesar de ainda ser muito nova, já mostrava toda a sua personalidade forte dentro da quadra.
Suas atuações lhe renderam uma vaga nas categorias de base do Finasa de Osasco, onde inicialmente atuou como meio-de-rede e ponteira. Em 2003 foi para a equipe adulta como oposto ganhando espaço na sua nova função e permaneceu o resto da temporada em quadra.
O técnico de Mari na época, José Roberto Guimarães, ficou impressionado com sua atuação e a convocou para a Seleção Brasileira, onde ela fez partidas excepcionais na saída, chegando a fazer 37 pontos em um único jogo. Em 2005, a jogadora realizou uma cirurgia no ombro, na qual a manteve afastada das quadras por quase um ano.
No seu retorno, Mari decidiu que iria se dedicar por completo como ponteira, tendo esse, seu principal desafio. Saiu do Brasil para ser titular no mais competitivo campeonato de voleibol feminino do mundo, o italiano, onde vestiu a camisa do Scavolini Pesaro. Pelo clube, Mari conquistou três títulos, dois scudettos (2007/2008), e o campeonato nacional.
Mari, que é uma das superaquisições feitas pelo São Caetano/Blausiegel para disputar a temporada 2008/2009, desde o início de sua carreira já atuou como ponta, oposto, meio-de-rede e até mesmo como levantadora, e ainda sim, alternou durante muitos momentos entre as posições, em alguns casos em que foi preciso, mostrando assim, toda a sua técnica, talento e versatilidade como jogadora.
A mudança de posição da Mari foi, sem dúvidas, o maior desafio que ela teve em toda a sua carreira, desafio esse que fez com que ela crescesse muito dentro da sua profissão. Sobre essa mudança, a ponteira do São Caetano/Blausiegel nos declarou:
– Acredito que ter virado ponteira só me trouxe vantagens, pois essa posição de passadora sofre carência tanto no Brasil como no mundo inteiro. Jogar como oposta é mais fácil de fazer, porque não existe uma necessidade de se preocupar com o passe. Quando não quiser atuar mais como ponteira, posso voltar para a saída, pois foi algo que eu sempre fiz. Atuar na ponta abriu meus horizontes, não foi uma escolha. Quando precisou, o Zé virou para mim e disse: “Mari, vai pra ponta!”. Sem nem pensar eu fui! É mais ou menos isso, não tem muito mistério. Essa mudança só me ajudou!
Até que ponto tanta versatilidade pode dificultar a sua adaptação em uma nova posição? Qual a principal diferença de uma atacante de saída para uma atacante de ponta? Qual a maior dificuldade de ser uma ponteira? Como vem sendo a atuação da Mari diante dessas dificuldades? Especialistas em vôlei e, pessoas que trabalharam diretamente com a Mari respondem essas e outras questões.

Atualmente no comando da Seleção Brasileira Juvenil Masculina, o Londrinense Percy Oncken foi o primeiro técnico da Mari no clube Grêmio Londrinense, onde, aos 14 anos ela iniciou, timidamente, sua carreira no voleibol brasileiro.
A Mari chegou até a equipe do Londrina Vôlei Clube, por intermédio de um amigo, o Betinho, que na época era técnico na cidade de Rolândia. Ele falou que tinha uma menina de muito potencial, alta etc. Eu na época estava montando a equipe de Londrina para a disputa da Superliga. Ela chegou de forma muito tímida e aos poucos foi mostrando o seu grande potencial. A partir daí, vimos o despertar de uma futura grande jogadora do voleibol nacional.
Segundo Percy, quando chegou a Londrina para jogar pela primeira vez na Superliga, Mari era muito nova, estava ainda em formação. Sua maior virtude dentro de quadra era o ataque e a segunda maior virtude era estar concentrada antes, durante e depois da ação. Em 2004, Mari foi apontada como a maior revelação do vôlei brasileiro dos últimos 10 anos. Para suprir uma carência da Seleção Brasileira, ela saiu de sua posição original, oposto, e foi para a ponta. Como você avalia essa mudança?
Percy diz que a função de ponta passadora é uma necessidade real do voleibol brasileiro e, com certeza, um dos grandes entraves que poderemos ter nos próximos ciclos olímpicos. Em função disto, acredito que a Mari seja uma aposta bastante alta da comissão técnica da Seleção Brasileira, no intuito de termos uma jogadora com o perfil que o voleibol mundial necessita. E, particularmente, acredito bastante nisto, uma vez que a própria Mari apostou bastante nesta mudança.
O voleibol de alto rendimento vive de bons resultados, e Mari conseguiu um grande e concreto passo na carreira quando fez a opção de jogar na ponta, disputando um dos maiores campeonatos nacionais do mundo – o italiano.
Lá nos tempos de Superliga pelo Londrina, a menina Mari não teve muitas oportunidades de jogar. Porém, na disputa do quinto ao oitavo lugar, essas oportunidades apareceram e ela aproveitou bem, e, foi exatamente neste momento que recebeu o convite para se transferir para uma equipe com ótima estrutura.

25 de novembro de 2008 Posted by | Grandes Jogadores, História | Deixe um comentário

Videos de jogadores

Serginho (Brasil)

Dante (Brasil)

Marshall (Cuba)

Grbic’ (Sérvia)

Giba (Brasil)

Priddy (USA)

Kaziyski (Bulgária)

Stanley (USA)

S’widerski (Polônia)

Fei (Itália)

Miljkovic (Sérvia)

Despaigne (Cuba)

19 de novembro de 2008 Posted by | Grandes Jogadores | Deixe um comentário

Um ícone da geração de prata

Renan dal Zotto

Renan dal Zotto

O jogador - A vida de Renan dal Zotto se mistura com a própria história do vôlei brasileiro. O jogador foi um dos principais destaques da “geração de prata”, que colocou a seleção masculina entre as grandes forças do planeta, com os vice-campeonatos mundiais e olímpicos. Fora da equipe verde-amarela, ele conseguiu ainda ser respeitado no vôlei italiano, onde conquistou uma série de títulos e chegou a ser considerado “o rei de Parma”. Como se não bastasse, ele ainda arrancava suspiros das tietes, sendo eleito o símbolo sexual do esporte brasileiro no início dos anos 80. E o sucesso de Renan não se limitou a isso: como treinador, Dal Zotto ainda atingiu resultados expressivos. O que não faltam são boas histórias na carreira deste grande nome do esporte nacional.

Nascido em julho de 1960 na cidade gaúcha de São Leopoldo, Renan começou a jogar vôlei aos 12 anos. Em 1978, ganhou uma convocação para a seleção brasileira juvenil, equipe com a qual conquistou o Sul-americano. Dois anos depois, veio a primeira chamada para defender o time nacional adulto, sendo campeão sul-americano, seu primeiro título de grande expressão, em 1981, quando estava no Atlântico/Boa Vista, atuou pela primeira vez sob o comando de Bebeto de Freitas, naquela que seria a geração responsável por dar o pontapé inicial no desenvolvimento vôlei brasileiro, que no vôlei nacional ainda atuou pelo Bradesco e pela Pirelli.

O time comandado por Bebeto Freitas obteve os primeiros resultados expressivos do país no esporte, a primeira grande surpresa aconteceu no Mundial de 1982, disputado em Buenos Aires. O Brasil assustou o mundo com jogadas rápidas e um levantador formidável: William. As viradas para os temíveis atacantes Bernard, Renan, Xandó, Montanaro constituíam numa artilharia aos bloqueios adversários.
O time foi derrubando todos os oponentes e acabou chegando à final, contra a União Soviética. Um timaço que afundou as esperanças brasileiras e fez a geração engolir a sua primeira medalha de prata, com fáceis 3 a 0.

Nas Olimpíadas, um time irreconhecível entrou em quadra na final, e mais uma vez, os norte-americanos tiravam o nosso sonho de faturar uma medalha de ouro em uma competição mundial. Renan, Montanaro, Xandó, Domingos Maracanã… O técnico Bebeto fez todas as alterações, mas não conseguiu tirar a surpreendente apatia do time.

Em Seul-88, seleção que mesclava jovens como Maurício e Carlão a veteranos como Renan e William conquistou um resultado histórico em Seul-88. Durante os Jogos, o Brasil acabou sendo eliminado pelos EUA na semifinal e terminou em quarto lugar, ao ser derrotado pela Argentina por 3 sets a 2 na decisão do bronze.

Era o fim do ciclo de Renan na seleção brasileira, após dez anos de glórias e conquistas. Só faltou a uma medalha de ouro, olímpica ou mundial, para coroar a geração de Renan, mas a missão ainda não estava cumprida, mesmo o voleibol tendo se tornado o segundo esporte mais popular do país, sendo superado apenas pelo futebol.
A geração de Renan, Bernard, Xandó, William, Montanaro, Fernandão, Badalhoca, Bernardinho entre outros, conquistou o seu espaço na história do esporte nacional e, mesmo não tendo conquistado os títulos mundiais, o time atingiu reconhecimento e respeito de todo cenário internacional.

Em pé, da direita para a esquerda: Major Paulo Sérgio da Rocha, Jorge Barros (Jorjão), Bernard, Leonídio, Fernandão, Rui, Xandó, Domingos Maracanã, Amaury, Bebeto de Freitas e José Carlos Brunoro. Sentados, da esquerda para a direita: José Mathias, Marcus Vinícius, Montanaro, Bernardinho, Renan, William, Ronaldão, Cacau e Badá.

Em pé, da direita para a esquerda: Major Paulo Sérgio da Rocha, Jorge Barros (Jorjão), Bernard, Leonídio, Fernandão, Rui, Xandó, Domingos Maracanã, Amaury, Bebeto de Freitas e José Carlos Brunoro. Sentados, da esquerda para a direita: José Mathias, Marcus Vinícius, Montanaro, Bernardinho, Renan, William, Ronaldão, Cacau e Badá.

O rei da ItáliaTerminada as Olimpíadas de Seul-88, Renan, o atacante foi contratado pelo Maxicomo-Parma nessa época, o vôlei brasileiro sofria com as extinções de times e a monopolização do esporte entre Bradesco, Pirelli e Minas Tênis e, em contrapartida, o melhor campeonato de clubes do mundo reunia os melhores jogadores do planeta, como o norte-americano Karch Kiraly, o italiano Andrea Zorzi e os atletas russos.
Com humildade e muita habilidade, em menos de quatro meses, Renan levantava o seu primeiro título com a equipe de Parma. Em 1989, ele sagrava-se campeão europeu de clubes, sendo considerado também o melhor atacante da competição.
Ainda pelo Parma, Renan faturou a Copa da Itália e o bi italiano em 1991. Coroado em Parma, ele se transferiu para o Il Messaggero/Ravenna, a fim de buscar novos desafios. Jogou meia temporada e resolveu encerrar sua carreira como atleta no ano de 93.

Um comandante exemplar – Este sempre foi um sonho de Renan. Seguir no vôlei, passando aos jovens todos os seus conhecimentos e vivência nos mais de 25 anos de quadra. Este sonho virou realidade em maio de 1993, quando o atleta foi convidado pelo amigo e ex-treinador José Carlos Brunoro, na época diretor de esportes da Parmalat no Brasil, para dirigir o jovem time do Palmeiras/Parmalat na Superliga Masculina.
Era mais um desafio na carreira, com apenas 32 anos, ele tinha de comandar uma equipe, e nos início a convivência foi difícil e complicada. Porém, com o passar dos jogos, o time engrenou e o Palmeiras chegou à final da Superliga Masculina já na temporada 1993/1994.
Na decisão, o time sucumbiu diante do experiente Report/Suzano e acabou ficando com o vice. De qualquer forma, a segunda colocação já era um presente para a jovem equipe, comandada pelo levantador Talmo, integrante da seleção campeã olímpica de 1992. Tratava-se ainda da primeira conquista de sua carreira como treinador, que, no entanto, não pôde seguir na equipe paulistana, desfeita no final de 1994.
Renan então foi à Santa Catarina e dirigiu por dois anos o Chapecó, atingindo resultados expressivos com a equipe, como o vice-campeonato da Superliga, mesmo enfrentando problemas de falta de pagamento e estrutura, revelou o treinador, explicando uma das possíveis causas para a derrota de sua equipe.
A sua reputação entre os jogadores era tanta que chegou a ser cogitado para substituir José Roberto Guimarães, quando este saiu da seleção masculina. Estava na lista ao lado de Ricardo Navajas e Radamés Lattari, que acabou levando a melhor. Renan então foi encarar um grande desafio: dirigir o supertime do Olympikus, que contava com craques como o levantador Maurício e os atacantes Nalbert e Giba.
Renan levou o time a mais uma final da Superliga, mas viu novamente o sonho cair por terra. Desta vez, o carrasco foi a Ulbra, do impecável atacante Gílson, que fechou a decisão de 1997/1998 em 3 a 2, para a equipe gaúcha. A revanche não demorou muito e, no Campeonato Carioca, o Olympiukus ficou com o título derrotando o Ulbra na final por 3 sets a 1.
A despedida dos bancos aconteceu em abril, quando o Olympikus derrotou o Banespa por 3 a 2, e ficou com o terceiro lugar da Superliga. Antes de se retirar, ele ainda agradeceu a todos os jogadores do Olympikus, que venceram 23 das 25 partidas disputadas na competição.

A volta ao vôleiMesmo com várias propostas de clubes nacionais e estrangeiros, Renan preferiu mesmo interromper os 25 anos de carreira no vôlei, mesclados entre a atuação como jogador e treinador em 1999. A idéia era se dedicar mais à família, especialmente ao filho Gianluca. “Naquele momento, pensei: já ganhei tantos títulos na vida, mas não preciso mais disso. O que quero é cuidar meu filho. Vou deixar uma das coisas que mais amo, para cuida da pessoa que mais amo.
Ficando afastado por 05 longos anos, Renan assumiu o comando de uma equipe nova no cenário nacional, a Cimed/Florianópolis, em 2004.
Com uma boa estrutura e um elenco formado por jovens talentos, a equipe de Santa Catarina conquistou o título da Superliga logo em sua primeira temporada, batendo o poderoso Minas na decisão. Com um bom trabalho, a Cimed conseguiu manter o time competitivo para a temporada seguinte e com isso, Renan conseguiu novamente chegar à decisão do título, que mais uma vez foi disputada contra o Minas. Só que os mineiros conseguiram a revanche e devolveram a derrota de 2004/2005.
Apesar da derrota, o nome de Renan como treinador já estava em alta novamente e ele recebeu o convite para comandar nada menos que o Sisley Treviso, campeão italiano da temporada 2006/2007. Lá, atuando ao lado de estrelas como o brasileiro Gustavo Endres e Ricardinho, aonde já chegou a ser sondado para dirigir a seleção italiana de vôlei masculino.

16 de novembro de 2008 Posted by | Grandes Jogadores, História | 1 comentário

   

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