O Voleibol Brasileiro no Mundo

Competições, Notícias e Regras Oficiais.

Um ícone da geração de prata

Renan dal Zotto

Renan dal Zotto

O jogador – A vida de Renan dal Zotto se mistura com a própria história do vôlei brasileiro. O jogador foi um dos principais destaques da “geração de prata”, que colocou a seleção masculina entre as grandes forças do planeta, com os vice-campeonatos mundiais e olímpicos. Fora da equipe verde-amarela, ele conseguiu ainda ser respeitado no vôlei italiano, onde conquistou uma série de títulos e chegou a ser considerado “o rei de Parma”. Como se não bastasse, ele ainda arrancava suspiros das tietes, sendo eleito o símbolo sexual do esporte brasileiro no início dos anos 80. E o sucesso de Renan não se limitou a isso: como treinador, Dal Zotto ainda atingiu resultados expressivos. O que não faltam são boas histórias na carreira deste grande nome do esporte nacional.

Nascido em julho de 1960 na cidade gaúcha de São Leopoldo, Renan começou a jogar vôlei aos 12 anos. Em 1978, ganhou uma convocação para a seleção brasileira juvenil, equipe com a qual conquistou o Sul-americano. Dois anos depois, veio a primeira chamada para defender o time nacional adulto, sendo campeão sul-americano, seu primeiro título de grande expressão, em 1981, quando estava no Atlântico/Boa Vista, atuou pela primeira vez sob o comando de Bebeto de Freitas, naquela que seria a geração responsável por dar o pontapé inicial no desenvolvimento vôlei brasileiro, que no vôlei nacional ainda atuou pelo Bradesco e pela Pirelli.

O time comandado por Bebeto Freitas obteve os primeiros resultados expressivos do país no esporte, a primeira grande surpresa aconteceu no Mundial de 1982, disputado em Buenos Aires. O Brasil assustou o mundo com jogadas rápidas e um levantador formidável: William. As viradas para os temíveis atacantes Bernard, Renan, Xandó, Montanaro constituíam numa artilharia aos bloqueios adversários.
O time foi derrubando todos os oponentes e acabou chegando à final, contra a União Soviética. Um timaço que afundou as esperanças brasileiras e fez a geração engolir a sua primeira medalha de prata, com fáceis 3 a 0.

Nas Olimpíadas, um time irreconhecível entrou em quadra na final, e mais uma vez, os norte-americanos tiravam o nosso sonho de faturar uma medalha de ouro em uma competição mundial. Renan, Montanaro, Xandó, Domingos Maracanã… O técnico Bebeto fez todas as alterações, mas não conseguiu tirar a surpreendente apatia do time.

Em Seul-88, seleção que mesclava jovens como Maurício e Carlão a veteranos como Renan e William conquistou um resultado histórico em Seul-88. Durante os Jogos, o Brasil acabou sendo eliminado pelos EUA na semifinal e terminou em quarto lugar, ao ser derrotado pela Argentina por 3 sets a 2 na decisão do bronze.

Era o fim do ciclo de Renan na seleção brasileira, após dez anos de glórias e conquistas. Só faltou a uma medalha de ouro, olímpica ou mundial, para coroar a geração de Renan, mas a missão ainda não estava cumprida, mesmo o voleibol tendo se tornado o segundo esporte mais popular do país, sendo superado apenas pelo futebol.
A geração de Renan, Bernard, Xandó, William, Montanaro, Fernandão, Badalhoca, Bernardinho entre outros, conquistou o seu espaço na história do esporte nacional e, mesmo não tendo conquistado os títulos mundiais, o time atingiu reconhecimento e respeito de todo cenário internacional.

Em pé, da direita para a esquerda: Major Paulo Sérgio da Rocha, Jorge Barros (Jorjão), Bernard, Leonídio, Fernandão, Rui, Xandó, Domingos Maracanã, Amaury, Bebeto de Freitas e José Carlos Brunoro. Sentados, da esquerda para a direita: José Mathias, Marcus Vinícius, Montanaro, Bernardinho, Renan, William, Ronaldão, Cacau e Badá.

Em pé, da direita para a esquerda: Major Paulo Sérgio da Rocha, Jorge Barros (Jorjão), Bernard, Leonídio, Fernandão, Rui, Xandó, Domingos Maracanã, Amaury, Bebeto de Freitas e José Carlos Brunoro. Sentados, da esquerda para a direita: José Mathias, Marcus Vinícius, Montanaro, Bernardinho, Renan, William, Ronaldão, Cacau e Badá.

O rei da ItáliaTerminada as Olimpíadas de Seul-88, Renan, o atacante foi contratado pelo Maxicomo-Parma nessa época, o vôlei brasileiro sofria com as extinções de times e a monopolização do esporte entre Bradesco, Pirelli e Minas Tênis e, em contrapartida, o melhor campeonato de clubes do mundo reunia os melhores jogadores do planeta, como o norte-americano Karch Kiraly, o italiano Andrea Zorzi e os atletas russos.
Com humildade e muita habilidade, em menos de quatro meses, Renan levantava o seu primeiro título com a equipe de Parma. Em 1989, ele sagrava-se campeão europeu de clubes, sendo considerado também o melhor atacante da competição.
Ainda pelo Parma, Renan faturou a Copa da Itália e o bi italiano em 1991. Coroado em Parma, ele se transferiu para o Il Messaggero/Ravenna, a fim de buscar novos desafios. Jogou meia temporada e resolveu encerrar sua carreira como atleta no ano de 93.

Um comandante exemplar – Este sempre foi um sonho de Renan. Seguir no vôlei, passando aos jovens todos os seus conhecimentos e vivência nos mais de 25 anos de quadra. Este sonho virou realidade em maio de 1993, quando o atleta foi convidado pelo amigo e ex-treinador José Carlos Brunoro, na época diretor de esportes da Parmalat no Brasil, para dirigir o jovem time do Palmeiras/Parmalat na Superliga Masculina.
Era mais um desafio na carreira, com apenas 32 anos, ele tinha de comandar uma equipe, e nos início a convivência foi difícil e complicada. Porém, com o passar dos jogos, o time engrenou e o Palmeiras chegou à final da Superliga Masculina já na temporada 1993/1994.
Na decisão, o time sucumbiu diante do experiente Report/Suzano e acabou ficando com o vice. De qualquer forma, a segunda colocação já era um presente para a jovem equipe, comandada pelo levantador Talmo, integrante da seleção campeã olímpica de 1992. Tratava-se ainda da primeira conquista de sua carreira como treinador, que, no entanto, não pôde seguir na equipe paulistana, desfeita no final de 1994.
Renan então foi à Santa Catarina e dirigiu por dois anos o Chapecó, atingindo resultados expressivos com a equipe, como o vice-campeonato da Superliga, mesmo enfrentando problemas de falta de pagamento e estrutura, revelou o treinador, explicando uma das possíveis causas para a derrota de sua equipe.
A sua reputação entre os jogadores era tanta que chegou a ser cogitado para substituir José Roberto Guimarães, quando este saiu da seleção masculina. Estava na lista ao lado de Ricardo Navajas e Radamés Lattari, que acabou levando a melhor. Renan então foi encarar um grande desafio: dirigir o supertime do Olympikus, que contava com craques como o levantador Maurício e os atacantes Nalbert e Giba.
Renan levou o time a mais uma final da Superliga, mas viu novamente o sonho cair por terra. Desta vez, o carrasco foi a Ulbra, do impecável atacante Gílson, que fechou a decisão de 1997/1998 em 3 a 2, para a equipe gaúcha. A revanche não demorou muito e, no Campeonato Carioca, o Olympiukus ficou com o título derrotando o Ulbra na final por 3 sets a 1.
A despedida dos bancos aconteceu em abril, quando o Olympikus derrotou o Banespa por 3 a 2, e ficou com o terceiro lugar da Superliga. Antes de se retirar, ele ainda agradeceu a todos os jogadores do Olympikus, que venceram 23 das 25 partidas disputadas na competição.

A volta ao vôleiMesmo com várias propostas de clubes nacionais e estrangeiros, Renan preferiu mesmo interromper os 25 anos de carreira no vôlei, mesclados entre a atuação como jogador e treinador em 1999. A idéia era se dedicar mais à família, especialmente ao filho Gianluca. “Naquele momento, pensei: já ganhei tantos títulos na vida, mas não preciso mais disso. O que quero é cuidar meu filho. Vou deixar uma das coisas que mais amo, para cuida da pessoa que mais amo.
Ficando afastado por 05 longos anos, Renan assumiu o comando de uma equipe nova no cenário nacional, a Cimed/Florianópolis, em 2004.
Com uma boa estrutura e um elenco formado por jovens talentos, a equipe de Santa Catarina conquistou o título da Superliga logo em sua primeira temporada, batendo o poderoso Minas na decisão. Com um bom trabalho, a Cimed conseguiu manter o time competitivo para a temporada seguinte e com isso, Renan conseguiu novamente chegar à decisão do título, que mais uma vez foi disputada contra o Minas. Só que os mineiros conseguiram a revanche e devolveram a derrota de 2004/2005.
Apesar da derrota, o nome de Renan como treinador já estava em alta novamente e ele recebeu o convite para comandar nada menos que o Sisley Treviso, campeão italiano da temporada 2006/2007. Lá, atuando ao lado de estrelas como o brasileiro Gustavo Endres e Ricardinho, aonde já chegou a ser sondado para dirigir a seleção italiana de vôlei masculino.

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16 de novembro de 2008 Posted by | Grandes Jogadores, História | 1 Comentário

A evolução das regras visando o espetáculo no voleibol

American University volleyball

American University volleyball

Em 1947 surge a FIVB, com sede em Paris,  e visando uma maior organização, a Federação Japonesa adota as regras internacionais decidida a introduzi-las em todo o continente asiático.

Em 1957, o voleibol é reconhecido como desporto olímpico, tendo a 1ª disputa por medalhas em 1964 nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

A partir da década de 80, o voleibol começa a ser visto como um ótimo meio de comercialização de produtos esportivo. Este fenômeno apresenta uma vertiginosa escalada na década de 90 e, a FIVB, já tendo o mexicano Rubem Acosta na presidência (eleito em 1984) e já na nova sede na Suíça, vê-se com a obrigação de alterar algumas regras para a melhoria do voleibol enquanto espetáculo, já que a alta performance alcançada pelas equipes vinha tornando enfadonhas as competições.

No século XXI há o surgimento de equipes como a do Brasil (comandada pelo técnico Bernardinho) e Sérvia e Montenegro que vieram contribuir com o voleibol espetáculo, já que este vinha sucumbindo ao voleibol força imposto por seleções como Rússia, Itália e Polônia.

AS ALTERAÇÕES NA REGRA

1921 – Uma linha é traçada sob a rede dividindo o campo de jogo em duas metades iguais.

1937 – Múltiplos contatos com a bola são permitidos particularmente em defesas provenientes de ataques “violentos”.

1942 – A bola poderá ser tocada com qualquer parte do corpo acima do joelho.

1947 – Somente aos jogadores da 1ª linha (posições 2, 3 e 4) serão permitidas as trocas de posição para o bloqueio e o ataque.

1948 – Após a Guerra as regras foram reescritas de modo que fossem mais facilmente interpretadas. O serviço foi limitado a uma área de 3 metros na linha de fundo, sendo necessária que cada jogador mantivesse sua posição durante o serviço, e intervalo entre os sets seria de 3 minutos, e tempo pedido pelo técnico passaria a ter a duração de 1 minuto.

1953 – Durante o Congresso da FIVB, foram definidas as ações do árbitro e a terminologia a ser adotada.

1957 – Foi dada consideração à entrada de um 2° árbitro.

1959 – No Congresso realizado em Budapeste foi decidida a limitação da invasão na quadra adversária com o pé que ultrapassava totalmente a linha central.

1964 – Aos bloqueadores é permitido o 2° toque após o toque feito durante a ação de bloqueio.

1968 – O uso das antenas para delimitação do espaço aéreo da quadra foi recomendado.

1974 – No Congresso realizado na Cidade do México ficou decidido que os 3 toques após o bloqueio seriam permitidos.

1982 – A pressão da bola é alterada de 0,40 para 0,46 kg/cm2.

1984 – Fica proibido após as Olimpíadas de Los Angeles o bloqueio do saque.

1988 – Foi aprovada a mudança do 5° set para o Rally-point System, no qual cada saque equivale a 1ponto.

1992 – Quando o set estiver empatado em 16-16, o jogo irá continuar até uma equipe obter dois pontos de vantagem.

1994 – Foram aprovadas novas regras que seriam introduzidas em 1995, que a bola poderá ser tocada com qualquer parte do corpo (inclusive os pés), a zona de serviço se estenderá por toda a linha de fundo e a eliminação dos “dois toques” na 1ª bola vinda da quadra adversária;

1996 – Uma bola que tenha ido para a zona livre adversária por fora da delimitação do espaço aéreo poderá ser recuperada. A mão poderá tocar a quadra adversária desde que, não ultrapasse completamente a linha central. A linha de ataque terá um prolongamento de 1,75m com linhas tracejadas de 15 cm com espaçamento de 20 cm. Diminuição da pressão da bola (0,30 – 0,325 kg/cm2).

1998 – Começa a ser testada a adoção do Rally-point System com 25 pontos nos quatro primeiros sets e 15 pontos no tie-break. A mudança da cor da bola, a introdução do libero e uma maior liberdade por parte dos técnicos para darem instruções (entre a linha de ataque e o fundo da quadra).

2004 – A nova regra em relação à “bola presa” na disputa por jogadores adversários na rede.

2008 – Será permitido invadir a quadra adversária com qualquer parte do corpo, desde que uma parte dos pés do jogador esteja sobre a linha central ou dentro da quadra de sua equipe. Não será permitida a invasão caso haja contato direto com o adversário por baixo da rede.

Ao toque na rede, só será falta quando o jogador tocar no bordo superior ou na antena na parte de cima do bordo superior. Os atletas poderão tocar na malha da rede desde que esta ação não seja uma vantagem para a sua equipe, não atrapalhe o jogo do adversário, e ele não se apóie na rede para realizar o movimento.

2009 – As equipes poderão ter dois líberos inscritos entre os 14 jogadores. No entanto, somente um poderá atuar. Caso haja a troca direta de um líbero pelo outro, por qualquer motivo, o jogador que for trocado não terá o direito de retornar à partida.

Conclui-se que, até o surgimento da FIVB, poucas foram as mudanças nas regras havendo, inclusive, uma grande variedade destas, de acordo com a região praticante do desporto. A partir de 1947, com o advento da FIVB, começa uma reestruturação das regras visando a unificação das várias versões assim como, um maior dinamismo do desporto.

A grande dúvida era: como promover este dinamismo que privilegiava o voleibol espetáculo? Para a FIVB estava claro. Era preciso moldar a regra para que a virulência cedesse vez ao espetáculo. O ataque está muito superior à defesa: então, vamos privilegiar a defesa dando a ela recursos legais para tal.

Foi assim até meados da década de 80, havendo diversas mudanças na regra com o intuito de modernizar cada vez mais o esporte.

A partir de meados da década de 80 até os dias de hoje, é o período de grandes contratos publicitários e da grande cobertura da mídia assim como, de grandes premiações nos torneios organizados pela FIVB. É uma época de adequação do jogo ao formato televisivo. Partidas com uma duração menor para adequação à grade, bolas coloridas permitindo uma melhor visualização pelos telespectadores, um jogador especialista na defesa para aumentar o tempo do rally, maior interatividade dos técnicos junto aos atletas e o tempo técnico foram algumas das mudanças propostas para a melhoria do espetáculo junto à TV, que com todo o seu poderio econômico, é um grande parceiro do desenvolvimento deste esporte no mundo.

Desta forma junto ao público, que vinha ficando desmotivado e as mudanças feitas pela FIVB, adequaram o jogo aos padrões televisivos e assim voltou o interesse do público pelo jogo, que vinha se tornou mais plástico com as mudanças na regra.

 

 

16 de novembro de 2008 Posted by | Regras Oficiais | 8 Comentários

O início do Brasil no Mundo

 

William. Montanaro. Ronaldo. Bernardinho. Renan e Bebeto de Freitas.

Em pé: Bernard. Xandó. Amauri. Marcus Vinicius. Badá. Fernandão. Maracá. Léo e Rui. Agachados: William. Montanaro. Ronaldo. Bernardinho. Renan e Cacau.

O time comandado por Bebeto Freitas obteve os primeiros resultados expressivos do país no esporte, baseado em um projeto de base do presidente Carlos Artur Nuzman, da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Tudo começou no início da década de 70, quando Nuzman resolveu que as equipes de base ficariam em treinamentos permanentes. Com isso, uma boa safra de craques foi formada e era apenas uma questão de tempo para surgirem os resultados. A primeira grande surpresa aconteceu no Mundial de 82, disputado em Buenos Aires. O Brasil assustou o mundo com jogadas rápidas e um levantador formidável: William. As viradas para os temíveis atacantes Bernard, Renan, Xandó, Montanaro constituíam numa artilharia aos bloqueios adversários.
O time foi derrubando todos os oponentes e acabou chegando à final, contra a União Soviética. Um timaço que afundou as esperanças brasileiras e fez a geração engolir a sua primeira medalha de prata, com fáceis 3 a 0 (15/3, 15/4, 15/5). O revide aconteceria em Los Angeles, nas Olimpíadas de 84.
No primeiro jogo, o Brasil detonou a Argentina por 3 a 1, na partida contra a Tunísia, um jogo fácil que durou apenas 46 minutos, para a seleção de Bebeto fechar em 3 sets a 0.
A zebra passeou na terceira participação tupiniquim, quando a invencibilidade acabou caindo diante da modesta Coréia do Sul por 3 a 1. O troco veio na última partida da fase classificatória, quando o Brasil calou os seus críticos e enfiou 3 a 0 na poderosa seleção norte-americana, para surpresa dos torcedores, que estavam em Los Angeles. Uma atuação irrepreensível do time, que impôs a vitória em 110 minutos de jogo.

Na semifinal, era a vez de encarar a ascendente Itália. Um susto no primeiro set com a derrota por 15 a 12, mas depois a seleção melhorou e, com uma boa participação de Renan, o Brasil venceu os sets seguintes por arrasadores 15/2, 15/3 e 15/5. Com isso, lá estava o país em mais uma final contra os EUA.
No dia, um time irreconhecível entrou em quadra. Bebeto de Freitas tentou de tudo, mas não conseguiu conter a derrota brasileira em 90 minutos.

Os norte-americanos tiravam o nosso sonho de faturar uma medalha em competição mundial. Renan, Montanaro, Xandó, Bernardinho, Domingos Maracanã… O técnico Bebeto fez todas as alterações, mas não conseguiu tirar a surpreendente apatia do time. “Ainda por cima, deu tudo certo para eles”, declarou o técnico, na época.
Para Renan, a prata foi apenas uma conseqüência. “Nós tínhamos o melhor time, mas não estávamos prontos para ganhar.

Perdemos para nós mesmos. Tivemos alguns problemas de relacionamento, já que o grupo esteve junto de 81 a 84″, afirmou. “Não houve estrelismo. Foi mesmo falta de preparo para aquela situação. Por isso, apesar de termos vencido 10 dos últimos 12 confrontos com os EUA antes da final, era impossível vencer aquela decisão em Los Angeles”, reitera o jogador.

16 de novembro de 2008 Posted by | História | 1 Comentário