O Voleibol Brasileiro no Mundo

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O início do Brasil no Mundo

 

William. Montanaro. Ronaldo. Bernardinho. Renan e Bebeto de Freitas.

Em pé: Bernard. Xandó. Amauri. Marcus Vinicius. Badá. Fernandão. Maracá. Léo e Rui. Agachados: William. Montanaro. Ronaldo. Bernardinho. Renan e Cacau.

O time comandado por Bebeto Freitas obteve os primeiros resultados expressivos do país no esporte, baseado em um projeto de base do presidente Carlos Artur Nuzman, da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Tudo começou no início da década de 70, quando Nuzman resolveu que as equipes de base ficariam em treinamentos permanentes. Com isso, uma boa safra de craques foi formada e era apenas uma questão de tempo para surgirem os resultados. A primeira grande surpresa aconteceu no Mundial de 82, disputado em Buenos Aires. O Brasil assustou o mundo com jogadas rápidas e um levantador formidável: William. As viradas para os temíveis atacantes Bernard, Renan, Xandó, Montanaro constituíam numa artilharia aos bloqueios adversários.
O time foi derrubando todos os oponentes e acabou chegando à final, contra a União Soviética. Um timaço que afundou as esperanças brasileiras e fez a geração engolir a sua primeira medalha de prata, com fáceis 3 a 0 (15/3, 15/4, 15/5). O revide aconteceria em Los Angeles, nas Olimpíadas de 84.
No primeiro jogo, o Brasil detonou a Argentina por 3 a 1, na partida contra a Tunísia, um jogo fácil que durou apenas 46 minutos, para a seleção de Bebeto fechar em 3 sets a 0.
A zebra passeou na terceira participação tupiniquim, quando a invencibilidade acabou caindo diante da modesta Coréia do Sul por 3 a 1. O troco veio na última partida da fase classificatória, quando o Brasil calou os seus críticos e enfiou 3 a 0 na poderosa seleção norte-americana, para surpresa dos torcedores, que estavam em Los Angeles. Uma atuação irrepreensível do time, que impôs a vitória em 110 minutos de jogo.

Na semifinal, era a vez de encarar a ascendente Itália. Um susto no primeiro set com a derrota por 15 a 12, mas depois a seleção melhorou e, com uma boa participação de Renan, o Brasil venceu os sets seguintes por arrasadores 15/2, 15/3 e 15/5. Com isso, lá estava o país em mais uma final contra os EUA.
No dia, um time irreconhecível entrou em quadra. Bebeto de Freitas tentou de tudo, mas não conseguiu conter a derrota brasileira em 90 minutos.

Os norte-americanos tiravam o nosso sonho de faturar uma medalha em competição mundial. Renan, Montanaro, Xandó, Bernardinho, Domingos Maracanã… O técnico Bebeto fez todas as alterações, mas não conseguiu tirar a surpreendente apatia do time. “Ainda por cima, deu tudo certo para eles”, declarou o técnico, na época.
Para Renan, a prata foi apenas uma conseqüência. “Nós tínhamos o melhor time, mas não estávamos prontos para ganhar.

Perdemos para nós mesmos. Tivemos alguns problemas de relacionamento, já que o grupo esteve junto de 81 a 84″, afirmou. “Não houve estrelismo. Foi mesmo falta de preparo para aquela situação. Por isso, apesar de termos vencido 10 dos últimos 12 confrontos com os EUA antes da final, era impossível vencer aquela decisão em Los Angeles”, reitera o jogador.

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16 de novembro de 2008 - Posted by | História

1 Comentário »

  1. Meu amigo Fred!! Parabenizo-o pelo site e pelas ótimas reportagens. Apenas retifique o nome na foto acima, onde está escrito Bebeto de Freitas leia-se Cacau, exímio passador, canhoteiro, fazia a função do antigo intermediário (hoje oposto), e jogava pelo FIAT Minas.
    Abraços

    Comentário por Alberto Shimazaki | 9 de dezembro de 2008


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