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Mari fez a escolha Certa?

Marianne Steinbrecher

Marianne Steinbrecher

Uma das principais jogadoras brasileiras da atualidade, Mari já atuou em diversas posições na quadra, mas sua especialização como ponta passadora veio a contribuir para o seu crescimento e amadurecimento

 

Aos 14 anos de idade, Marianne Steinbrecher iniciou sua carreira no voleibol, em um time da cidade de Rolândia, Paraná, onde ela cresceu. Não demorou muito tempo para ela despertar atenção de seu técnico, o Betinho, que logo a indicou para um time em Londrina, o Grêmio Londrinense. Lá, Mari atuou como meio-de-rede e, apesar de ainda ser muito nova, já mostrava toda a sua personalidade forte dentro da quadra.
Suas atuações lhe renderam uma vaga nas categorias de base do Finasa de Osasco, onde inicialmente atuou como meio-de-rede e ponteira. Em 2003 foi para a equipe adulta como oposto ganhando espaço na sua nova função e permaneceu o resto da temporada em quadra.
O técnico de Mari na época, José Roberto Guimarães, ficou impressionado com sua atuação e a convocou para a Seleção Brasileira, onde ela fez partidas excepcionais na saída, chegando a fazer 37 pontos em um único jogo. Em 2005, a jogadora realizou uma cirurgia no ombro, na qual a manteve afastada das quadras por quase um ano.
No seu retorno, Mari decidiu que iria se dedicar por completo como ponteira, tendo esse, seu principal desafio. Saiu do Brasil para ser titular no mais competitivo campeonato de voleibol feminino do mundo, o italiano, onde vestiu a camisa do Scavolini Pesaro. Pelo clube, Mari conquistou três títulos, dois scudettos (2007/2008), e o campeonato nacional.
Mari, que é uma das superaquisições feitas pelo São Caetano/Blausiegel para disputar a temporada 2008/2009, desde o início de sua carreira já atuou como ponta, oposto, meio-de-rede e até mesmo como levantadora, e ainda sim, alternou durante muitos momentos entre as posições, em alguns casos em que foi preciso, mostrando assim, toda a sua técnica, talento e versatilidade como jogadora.
A mudança de posição da Mari foi, sem dúvidas, o maior desafio que ela teve em toda a sua carreira, desafio esse que fez com que ela crescesse muito dentro da sua profissão. Sobre essa mudança, a ponteira do São Caetano/Blausiegel nos declarou:
– Acredito que ter virado ponteira só me trouxe vantagens, pois essa posição de passadora sofre carência tanto no Brasil como no mundo inteiro. Jogar como oposta é mais fácil de fazer, porque não existe uma necessidade de se preocupar com o passe. Quando não quiser atuar mais como ponteira, posso voltar para a saída, pois foi algo que eu sempre fiz. Atuar na ponta abriu meus horizontes, não foi uma escolha. Quando precisou, o Zé virou para mim e disse: “Mari, vai pra ponta!”. Sem nem pensar eu fui! É mais ou menos isso, não tem muito mistério. Essa mudança só me ajudou!
Até que ponto tanta versatilidade pode dificultar a sua adaptação em uma nova posição? Qual a principal diferença de uma atacante de saída para uma atacante de ponta? Qual a maior dificuldade de ser uma ponteira? Como vem sendo a atuação da Mari diante dessas dificuldades? Especialistas em vôlei e, pessoas que trabalharam diretamente com a Mari respondem essas e outras questões.

Atualmente no comando da Seleção Brasileira Juvenil Masculina, o Londrinense Percy Oncken foi o primeiro técnico da Mari no clube Grêmio Londrinense, onde, aos 14 anos ela iniciou, timidamente, sua carreira no voleibol brasileiro.
A Mari chegou até a equipe do Londrina Vôlei Clube, por intermédio de um amigo, o Betinho, que na época era técnico na cidade de Rolândia. Ele falou que tinha uma menina de muito potencial, alta etc. Eu na época estava montando a equipe de Londrina para a disputa da Superliga. Ela chegou de forma muito tímida e aos poucos foi mostrando o seu grande potencial. A partir daí, vimos o despertar de uma futura grande jogadora do voleibol nacional.
Segundo Percy, quando chegou a Londrina para jogar pela primeira vez na Superliga, Mari era muito nova, estava ainda em formação. Sua maior virtude dentro de quadra era o ataque e a segunda maior virtude era estar concentrada antes, durante e depois da ação. Em 2004, Mari foi apontada como a maior revelação do vôlei brasileiro dos últimos 10 anos. Para suprir uma carência da Seleção Brasileira, ela saiu de sua posição original, oposto, e foi para a ponta. Como você avalia essa mudança?
Percy diz que a função de ponta passadora é uma necessidade real do voleibol brasileiro e, com certeza, um dos grandes entraves que poderemos ter nos próximos ciclos olímpicos. Em função disto, acredito que a Mari seja uma aposta bastante alta da comissão técnica da Seleção Brasileira, no intuito de termos uma jogadora com o perfil que o voleibol mundial necessita. E, particularmente, acredito bastante nisto, uma vez que a própria Mari apostou bastante nesta mudança.
O voleibol de alto rendimento vive de bons resultados, e Mari conseguiu um grande e concreto passo na carreira quando fez a opção de jogar na ponta, disputando um dos maiores campeonatos nacionais do mundo – o italiano.
Lá nos tempos de Superliga pelo Londrina, a menina Mari não teve muitas oportunidades de jogar. Porém, na disputa do quinto ao oitavo lugar, essas oportunidades apareceram e ela aproveitou bem, e, foi exatamente neste momento que recebeu o convite para se transferir para uma equipe com ótima estrutura.

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25 de novembro de 2008 - Posted by | Grandes Jogadores, História

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