O Voleibol Brasileiro no Mundo

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Ball e o ano especial dos Estados Unidos

 

Loyd Ball

Lloy Ball

O levantador americano Lloy Ball, campeão olímpico e da Liga Mundial e da Copa América este ano, concedeu uma entrevista e entre os assuntos abordados, ele, que jogará mais uma temporada na Rússia, falou do momento da carreira, das conquistas, e do esporte em geral.

 

VÔLEI DOS ESTADOS UNIDOS

Infelizmente, o vôlei nos Estados Unidos não tem o mesmo tratamento que tem no Brasil, mas esperamos que com esta vitória, que nossa federação de vôlei veja e reconheça a importância de um campeonato no país, e ter seus bons jogadores treinando e jogando em casa, assim como os brasileiros, os italianos e os russos. Por causa disto, precisamos viajar o mundo para jogar ligas profissionais. Esperamos que uma liga se desenvolva para que jovens jogadores atuem e apareçam para o futuro.

MELHOR TIME DO MUNDO?
É difícil dizer isto. O vôlei está mudado. Você joga todo o ano, sem pausas. Eu disse antes dos Jogos Olímpicos para a minha equipe que o melhor time nem sempre vence, porque você precisa ter outras coisas para que tudo dê certo. Mas eu realmente acreditei que naquelas duas semanas em Pequim era que nós tínhamos o melhor time da Olimpíada.

VITÓRIAS SOBRE O BRASIL
Para ser honesto, a grande diferença foi a mentalidade de nosso time. Todos dizem que o Brasil teve o melhor time nos último cinco ou seis anos. E eu sou a primeira pessoa a concordar com isto. Acho que os fãs, a mídia, e até mesmo os times e jogadores ficaram impressionados com a velocidade dos brasileiros, com a maneira com que Dante ataca, com a velocidade do Giba e do André Nascimento no ataque. As outras equipes assistiram aos jogos do Brasil como fãs, e se assustaram com isto. O time americano compreendeu que mesmo que o time brasileiro tenha um jogo mais belo do que qualquer outra equipe, um ponto continua a ser um ponto. Um ponto bonito é o mesmo que um ponto feio, um ponto terrível. É a mesma coisa. Nós não ficamos tão oprimidos e fascinados com o belo jogo que o Brasil realizava às vezes, e compreendemos que era apenas um jogo, um ponto. Com isto, nosso time não se empolga ou fica nervoso quando os enfrenta agora.

MOMENTO ESPECIAL DA CARREIRA
Alguns anos atrás, eu decidi que ser o melhor levantador ou jogador de uma competição não importa para mim. O que importa para mim é que o time vença. Se o time vencer a medalha de ouro, e eu não conquistar prêmios individuais, está perfeito. O mais importante são as vitórias, e não estas coisas extras.

RELAÇÃO COM BRASILEIROS
Joguei com Dante dois anos no Modena, então eu conheço ele, a esposa e os filhos dele muito bem. O Marcelinho, eu conheci na Grécia, o considero uma grande pessoa. E com o Giba tenho uma grande amizade, dentro e fora da quadra. Falamos-nos muito. Eu os respeito como jogadores, mas o que é mais importante, os respeito como pessoas.

APOSENTADORIA
Teremos um ano longo aqui na Rússia. Depois da temporada sentarei com minha mulher e com meus filhos e decidiremos o que vamos fazer, se eu continuarei a jogar ou se eu vou parar. Acredito que nos próximos dois ou três anos eu vou parar de vez.

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28 de novembro de 2008 - Posted by | Grandes Jogadores, História

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