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No tie-break, Brasil vence a China em Macau

Para manter invencibilidade, Seleção contou com grande atuação da oposto Sheilla

Para manter invencibilidade, Seleção contou com grande atuação da oposto Sheilla

A seleção brasileira superou a China, a torcida local e os erros da arbitragem e venceu seu terceiro e último jogo da segunda fase do Grand Prix na manhã deste domingo, em Macau.

O Brasil venceu por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/20, 19/25, 22/25 e 15/12, e com o resultado, manteve a invencibilidade na competição e a liderança na classificação geral.

As chinesas também estavam invictas no GP. A Holanda é a outra seleção que ainda não perdeu após seis jogos.

Sheilla, com 24 pontos, todos no ataque, foi a maior pontuadora da partida.

Na próxima semana, o Brasil jogará em Mokpo, na Coreia, contra as donas da casa, Japão e Alemanha.

BRASIL: Dani Lins, Sheilla, Mari, Natália, Fabiana, Thaisa e Fabi (líbero). Entraram: Ana Tiemi, Joycinha, Sassá e Carol Gattaz.

CHINA: Li, Xue, Ma, Chu, Wang, Wei e Zhang (líbero). Entraram: Yin e Qian.

Zé Roberto questiona arbitragem e organização do Grand Prix

A seleção brasileira  superando a China, manteve a invencibilidade no Grand Prix, a liderança na classificação geral, e ficou mais próxima da vaga na fase decisiva, em Tóquio, entre os próximos dias 19 e 23.

Sheilla, com 24 pontos, foi a maior pontuadora da partida contra a China. Na cerimônia de premiação, a oposto do Brasil também recebeu o troféu de melhor atacante da etapa – todos os outros prêmios foram entregues às jogadoras chinesas. Thaísa fez 16 pontos e Mari teve 14 acertos. A levantadora Dani Lins marcou sete pontos.

– Sabia que seria um jogo difícil, mas foi importante pelo fato de o time ter sido testado, de dar experiência de jogo ao grupo, e de jogar praticamente com toda a torcida contra – disse Zé Roberto, que se irritou com os erros do segundo árbitro e de um dos juizes de linha em pelo menos cinco erros durante os primeiros sets.

– Acho que isso faz parte e vamos encontrar esse tipo de dificuldade no nosso caminho.

Duas horas e meia após a vitória sobre a China, a delegação brasileira já estava a caminho da Coréia do Sul. O maior problema, no entanto, é o longo tempo de viagem, que poderia ser feito em 3h50 – vôo direto de Macau à capital sul-coreana -, e que levará mais de 20 horas – as reservas são feitas pela Federação Internacional.

– Hoje me questiono se está valendo a pena jogar o Grand Prix – ressaltou Zé Roberto.

Na próxima sexta-feira, o Brasil estreará na terceira e penúltima fase do Grand Prix. O primeiro adversário será o Japão. No sábado, o Brasil enfrentará a Alemanha, e no domingo, as sul-coreanas.

– É importante enfrentar duas escolas asiáticas e uma europeia, principalmente, pensando já na fase final – afirmou Zé Roberto.

A China abriu 4/0 no set inicial. O primeiro ponto brasileiro saiu no erro de saque das chinesas. Na primeira parada técnica a vantagem das adversárias era de cinco pontos: 3/8. Um ataque de Thaísa, pelo meio de rede, deu início à reação da seleção brasileira. A diferença caiu para dois pontos. O empate veio no 12º ponto, e a virada em um saque de Dani Lins. Em um contra-ataque de Mari, após uma ótima defesa de Sheilla, foi definido o 14º ponto. Um bloqueio da China e um erro do Brasil na recepção, levou o set novamente ao empate: 16/16.

O desempate veio em um ataque brasileiro. Com um saque de Fabiana, o Brasil abriu dois pontos: 18/16. Dani Lins atacou para marcar 20/18. A vantagem do Brasil aumentou em dois erros da China: 22/19. Mari marcou o 23º ponto, e Dani Lins, com um saque, fez o 24º ponto. Fabiana, pelo meio de rede, selou a vitória por 25/21, após 23 minutos.

No segundo set, o Brasil se manteve na frente todo o tempo, e não deu chances à equipe da China. No primeiro tempo técnico, a seleção brasileira tinha 8/3 no placar. Na segunda parada: 16/14. Dani Lins, em uma bola de segunda, fechou o set em 25/20, em 23 minutos. No terceiro e quarto sets, o time brasileiro cometeu muitos erros e as chinesas se aproveitaram.

No quinto e decisivo set, as duas equipes permaneceram empatadas até o quarto ponto. A partir daí, as chinesas abriram uma boa vantagem: 4/8. Fabiana, pelo meio-de-rede, diminuiu a diferença para dois pontos: 8/10. Em seguida, foi a vez de a China errar e o Brasil ficar apenas um ponto atrás no marcador. O empate em 11 pontos veio com um bloqueio de Fabiana. No saque de Mari, mais dois pontos: 13/11. E foi em duas finalizações de Sheilla, que o Brasil fechou o set e garantiu sua sexta vitória no Grand Prix: 15/12.

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10 de agosto de 2009 Posted by | Notícias, Temporada 2009 | Deixe um comentário

BERNARD

A história da explosão de popularidade que ocorreu no vôlei brasileiro no fim dos anos 70 e início dos 80 não pode ser contada sem que seja citado o nome, entre outros, de Bernard Rajzman. Capitão e um dos líderes da ‘geração de prata’ na Olimpíada de Los Angeles 1984, ele ficou conhecido do grande público também por ser o inventor do saque “jornada nas estrelas”.

Nascido no Rio de Janeiro em 25 de abril de 1957, Bernard iniciou sua carreira no Fluminense, aos 11 anos e, assim como muitos de sua geração, teve a sorte de ter Bené, conhecido revelador de talentos, como primeiro técnico.

Vinte anos após encerrar a carreira, ajudando, assim como fez na quadra, a popularizar o vôlei de praia, o camisa 12 da equipe que conquistou a prata olímpica está longe de abandonar o esporte. Ainda apaixonado pela modalidade que o consagrou, Bernard joga por lazer todos os fins de semana, seja na praia da Barra da Tijuca ou na quadra no quintal da sua casa, no mesmo bairro da Zona Oeste carioca (confira o vídeo de uma animada pelada de vôlei, com direito a jornada nas estrelas).

– Joguei por 17 anos na Seleção Brasileira e encerrei a carreira com a sensação de que cumpri meu dever. Pertenci à geração precursora do que o vôlei se tornou nas duas últimas décadas. Meus contemporâneos, assim como eu, superamos preconceitos e iniciamos uma caminhada árdua, mas extremamente recompensadora. O vôlei nos dias de hoje extrapola o campo esportivo e faz parte da auto-estima do povo brasileiro. Somos exemplo de sucesso.

Bernard, atleta eleito para a Seleção do Mundo de todos os tempos... creio que não há necessidade de dizer mais nada sobre o extraordinário craque

Bernard, atleta eleito para a Seleção do Mundo de todos os tempos... creio que não há necessidade de dizer mais nada sobre o extraordinário craque

Bernard Rajzman saiu do voleibol e, como que dando prosseguimento a uma missão ainda inacabada, entrou para a política.

Em 1991, devido a sua demonstração de ilibada conduta como atleta exemplar que fora, o então presidente da República, Fernando Collor de Melo, convidou-o para substituir Arthur Antunes Coimbra, o Zico, na Secretaria Nacional de Desportes do Governo Federal — cargo que atualmente corresponde ao de Ministro do Esporte e Turismo.

No comando deste órgão, Bernard pôs em prática a política dos vitoriosos. Contando com a assessoria de profissionais de destaque nas várias modalidades esportivas e também na área técnico-administrativa, projetou e conseguiu resultados excelentes no que tange à desenvoltura e destaque internacional em participações desportivas de nossos atletas, tanto na área olímpica quanto na paraolímpica. Foi em 1992 que o Brasil obteve o maior número de medalhas paraolímpicas de toda sua história : 27.

Em sua trajetória político-desportiva contou com a ajuda imprescindível de aliados de grande notoriedade esportiva, como o Professor Doutor MANOEL JOSE GOMES TUBINO, ex-presidente do Conselho Nacional dos Desportos (CND), que sem sombra de dúvidas, com o seu potencial de conhecimentos específicos nesta área, foi quem mais lhe proporcionou alavancar idéias e traçar perfis ideais ao desenvolvimento do desporto nacional.

BERNARD foi um dos responsáveis por traçar a política do desenvolvimento esportivo adotado atualmente e que, genericamente falando, é o melhor da América do Sul.

Sua participação como Secretário Nacional dos Desportos foi imprescindível para a aprovação das Leis n.os: 8672/93 (LEI ZICO); e 9615/98 (LEI PELÉ), que regem o esporte nacional.

Em 1991, participou da criação da Comissão Nacional de Atletas do Ministério do Esporte e Turismo (MET), criada para atender às reivindicações dos atletas junto ao Ex.mo Sr. Presidente da República, sendo designado como Membro. Mais tarde, por méritos pessoais e votação dos demais atletas, foi indicado para a presidência, cargo que ocupa até hoje. A Comissão Nacional de Atletas, criada em dezembro de 2000, pela Portaria n.o 127, é formada por 25 personalidades esportivas. Em 2002, foi indicado também para a vice-presidência do Tribunal de Justiça Desportiva da Associação

– Sou um homem comprometido com o Olimpismo. O vôlei abriu portas de conhecimento que eu dificilmente teria caso não fosse um atleta de sucesso. Jamais imaginei que chegaria aonde cheguei e tudo que tento fazer é retribuir para de alguma forma ajudar o esporte.

10 de agosto de 2009 Posted by | Grandes Jogadores | Deixe um comentário