O Voleibol Brasileiro no Mundo

Competições, Notícias e Regras Oficiais.

Vôlei de Base pelo Brasil a Fora – Paraná

Esta reportagem foi publicada originalmente no Site, pelo Sr. Alessandro Boia:

http://www.melhordovolei.com.br/colunas.asp?coluna=65 , e o seu canal de comunicação para que possam se corresponder enviando seus comentários, críticas e sugestões é o: Alessandro.boia@globo.com.

Dando sequência à nossa viagem virtual pelos trabalhos nas categorias de base realizados no Brasil, iremos aterrizar desta vez no estado do Paraná. A terra do “leitE QuentE”, do Tererê e dois “piás” também pode ser chamada terra do voleibol. De lá surgiu um dos maiores jogadores de voleibol do mundo, em todos os tempos, o ídolo Giba, além de outros atletas de destaque no cenário nacional como o oposto Samuel. Até o melhor líbero do mundo, Serginho, embora tenha sido criado em São Paulo nasceu nestas terras, além de outros tantos atletas importantes para o voleibol nacional. Apesar de não ter representantes na Superliga o estado tem grandes trabalhos nas categorias de base do voleibol, movida por iniciativa de clubes, instituições de ensino, patrocinadores e também o poder público. A Paraná Esporte, entidade ligada ao governo estadual desenvolve ações de várias modalidades esportivas integrando quase todos os municípios em competições e cooperando positivamente para a o desenvolvimento do esporte e com isso também o voleibol. Acho importante ressaltar também o trabalho da Federação Paranaense que neste ano reformulou a forma de organizar seus campeonatos, favorecendo todas as categorias. O site da federação (www.voleiparana.com.br) também foi reformulado, passando informação de todos os campeonatos, com noticias, fotos e informações sobre os atletas. Dos diversos trabalhos locais efetuados nas categorias de base podemos destacar o Colégio Sion, treinado pelo campeão olímpico em Barcelona 92 Jorge Edson, o Círculo Militar, além do Colégio Positivo ambos na capital, também trabalhos destacados em outras cidades como Maringá, Londrina, Cascavel e Araucária. Todavia, para representar todas estas iniciativas selecionamos um trabalho realizado na extremidade oeste do estado, perto da divisa com o Paraguai, a cidade de Marechal Candido Rondon. E quem falará conosco sobre o voleibol paranaense é o responsável por este trabalho, o treinador Claudemiro dos Santos, o Miro. Confira conosco este bate-papo e descubra um pouco mais sobre o vôlei paranaense.

A equipe de Marechal Candido Rondon pertence ao Colégio Evangélico Martin Luther em parceria com a Prefeitura Municipal e conta com o patrocínio da TECSOFT – Fabrica de Maquinas para Sorvete Soft.

O primeiro ponto de nossa conversa foi sobre o estilo paranaense de fazer e jogar voleibol. Para Miro na maioria das equipes existe uma defesa muito apurada com um volume de jogo muito grande. As equipes geralmente tentam diminuir o numero de erros, e atuam com muita garra e dedicação.

Falamos em seguida sobre a representação do Paraná na SuperLiga. De forma mais regular o estado tem apresentado equipes masculinas, embora nas duas últimas edições as equipes paranaenses não participaram. No feminino a última equipe que representou o estado era o Rexona-Ades. Miro considera que para formar uma equipe competitiva no feminino o custo é mais alto em relação ao masculino. Outro fator apontado é a falta de instituições de ensino particulares de nível superior dispostas a executar projetos esportivos a longo prazo. As mulheres acabam sendo muito mais preocupadas com a formação profissional do que os homens e o envolvimento de instituições de ensino com projetos de alto-nível possibilitariam as meninas mais novas a se dedicarem mais tempo ao esporte.

Para Mirio a ausência de equipes adultas de alto-nível interfere bastante nas categorias de base. Os atletas mais jovens ficam sem espelhos e a projeção de sua carreira acaba se tornando para a maioria uma realidade abstrata, principalmente para as que não têm oportunidade de migrarem para outros estados que possuam equipes que estão disputando uma Superliga.

Conversamos também sobre os desafios de realizar um trabalho nas categorias de base, principalmente pela maior dificuldade em se obter patrocínios. Nosso convidado dividiu conosco que atualmente possuem uma estrutura sólida e que o projeto do voleibol Rondonense é executado pelo Colégio Evangélico Martin Luther em parceria com a Prefeitura Municipal e ainda contam com um patrocinador, a empresa TECSOFT – Fabrica de Maquinas para Sorvete soft), que há 5 anos apóiam o trabalho, mas lembra que nem sempre foi assim, por várias vezes teve que bancar do próprio bolso alimentação de atleta, tênis, joelheiras entre outras necessidades: “Infelizmente o esporte amador tem disso e o voleibol ainda mais, no entanto não me arrependo pois estamos ajudando a formar o futuro cidadão que terá o poder de mudar esta realidade”.

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Além das equipes de base competitivas também existe o projeto social denominado “FERAS DO VÔLEI” que atende atualmente 300 crianças de 10 a 14 anos, dentro deste projeto os destaques individuais são convidados para integrar as equipes de rendimento. Contudo, mesmo com os trabalhos concisos efetuados no município para que as equipes de competição possam atuar em alto-nível é preciso buscar outros talentos na região e de outros estados.

Além de participar dos torneios organizados pela federação as equipes de competição de Mal. Candido Rondon também competem pela Copa Paraná de Vôlei Feminino (www.copaparanadevoleifeminino.com.br), uma liga formada por municípios do Oeste Paranaense. Miro que ajuda a dirigir a liga considera que este trabalho é muito importante para as equipes porque possibilitam a participação em todas as categorias e servem de preparação para as competições oficiais do estado e da Federação Paranaense. A liga é apoiada pela federação que além do reconhecimento do trabalho sede sua chancela. A Copa Paraná de Vôlei Feminino é a mais antiga e bem organizada do estado com 12 anos de existência. Durante sua história vem revelando muitos talentos e atendendo mais de 2000 crianças em varias categorias por ano.

Falando um pouco sobre seu trabalho Miro diz ter dois objetivos fundamentais: Contribuir com a formação educacional e cultural de crianças e jovens que possam atuar com autonomia na transformação de suas realidades – Selecionar talentos para formação de atletas de alto nível. Como treinador busca a relação humana entre técnico e atleta, também prover vivencias que oportunizem formação em todos os aspectos dos atletas juntamente com a metodologia científica. É  muito exigente, perfeccionista, e acredita que só com muita dedicação nos treinos e jogos os objetivos serão alcançados.

Por estarem em uma região com colonização européia sempre surgem meninas altas e longilíneas, biotipo ideal para o voleibol, porém não considera que só o biotipo seja suficiente, deve-se observar a aptidão física adequada de cada uma. As meninas mais baixas têm uma resposta do treinamento muito mais rápida nos fundamentos principalmente na recepção e deslocamentos, enquanto que as meninas mais altas levam um tempo maior para o desenvolvimento da coordenação, velocidade e da força.

Sobre suas equipes Miro diz ter em mãos um grupo bem homogêneo, onde existem talentos em condições para compor a seleção do estado e seleção nacional, principalmente na categoria Mirim (nascidas em 1996) na qual tem algumas atletas que estão sendo trabalhadas para que possam se destacar no cenário nacional.

Em sua opinião a parte técnica e tática dos trabalhos, bem como o conhecimento científico estão bem difundidos entre todos os técnicos nas mais diferentes regiões do Brasil. O que diferencia os trabalhos das outras regiões em relação à região sudeste é o investimento.

Prova disso é que de Marechal Candido Rondon já saíram muitos atletas para as seleções masculinas de base e no feminino, dentre outras boas novidades tem uma atleta de excelente nível, que infelizmente não teve oportunidades nas seleções de base de sua geração. Falamos da ponta Larissa Oliveira, nascida em 1991 e de 1,85m. Larissa integrou por vezes seguidas as seleções estaduais paranaenses além de ser destaque em diversos torneios de base com participações de clubes de todo o Brasil.

Para finalizar nosso bate-papo Miro deixou seu recado:

Eu gostaria de agradecer as pessoas que estão por de trás do projeto que existe em Marechal Cândido Rondon/PR, que são: TECSOFT, PREFEITURA MUNICIPAL e COLÉGIO MARTIN LUTHER, que tem o Voleibol como um dos pilares para formação do cidadão e revelação de talentos para o esporte. A cada ano que passa está crescendo e fazendo a diferença nas vidas de muitas crianças, seja para formar atletas ou cidadão para uma sociedade melhor.

Deixo o meu endereço e o da Copa Paraná, se alguém tiver interesse em entrar em contato para trocar experiências ou realizar intercambio estamos a disposição.

E-mail: mirovoleimcr@hotmail.com

Site da Copa Paraná:  www.copaparanadevoleifeminino.com.br

Para fechar agradecemos ao Miro pela colaboração nesta matéria e torcemos para que seu trabalho em Marechal Candido Rondon bem como os demais trabalhos de destaque do estado do Paraná possam sempre ter disposição para continuar esta se desenvolvendo, nesta caminhada árdua, porém gratificante e da mesma forma importante para o desenvolvimento do esporte nacional.

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15 de outubro de 2009 - Posted by | Notícias, Temporada 2009

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