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Corretora tira férias, deixa os filhos e vai para Argentina

No feriado de 1º de maio, o Florianópolis comemorava o tetracampeonato da Superliga ao derrotar o Montes Claros. Ali, sentada na arquibancada do ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, a corretora de seguros Débora Beato, de 37 anos, sonhava com a hora em que veria a seleção brasileira em quadra. A Liga Mundial estava por vir, e ela não poderia perder. Ir a Uberlândia, Brasília ou Rio de Janeiro, cidades que receberiam a fase classificatória, era pouco. Sem pensar muito, voltou para casa, comprou ingressos para a fase final e passagem para Córdoba, na Argentina, onde, a partir desta quarta-feira, o Brasil busca o nono título.

– A seleção ainda nem tinha se classificado para as finais quando comprei os ingressos – contou Débora, rindo ao recordar a cena.

A decisão de viajar foi tomada rapidamente. Mas a programação não seria tão fácil. Mãe de dois filhos, um menino de 11 anos e uma menina de 8, Débora teve que recorrer aos pais para que eles cuidassem das crianças. No trabalho, aproveitou que nunca tinha tirado férias e pediu uma semana ao chefe. Para evitar problemas, fez hora extra e deixou os seguros prontos.

– Queria que as crianças me acompanhassem na viagem, mas os valores ficaram muito altos. Não dava para custear o passeio de todo mundo. Uma pena, mas eles entenderam – afirmou a corretora, ansiosa para entrar no avião pela primeira vez.

A paixão pelo vôlei é antiga, desde a Geração de Prata, mas foi deixada de lado pelo casamento. Atualmente separada, Débora reacendeu o sentimento nas semifinais do Campeonato Paulista, quando conheceu os jogadores do Brasil Vôlei Clube. A filha, Brenda, tornou-se fã do levantador Marlon e passou a insistir que a família estivesse presente nos jogos. A assiduidade fez com que Débora conquistasse amizades que ultrapassaram as arquibancadas dos ginásios.

– Hoje tenho um grupo bem legal de amigos no vôlei. Nos falamos pela internet e telefone. Depois da Superliga, ficamos órfãs de pai e mãe (risos). Agora, estamos mirando nas seleções. Quando voltar da Argentina, já temos planos de ir para São Carlos, assistir à equipe feminina na estreia do Grand Prix.

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20 de julho de 2010 - Posted by | Notícias

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